A Organização Mundial do
Comércio (OMC) passa por um momento decisivo em sua história e o brasileiro
Roberto Azevêdo terá a difícil missão de transformar a OMC em um mesa global de
negociações internacionais importantes. Se não conseguir, sua gestão pode ser
irrelevante. Esta é a opinião do especialista em comércio exterior, autor de
diversos livros sobre o assunto e atualmente pesquisador do Peterson Institute
for International Economics em Washington, Gary Clyde Hufbauer.
Missão
Sobre a missão do
brasileiro, o desafio de Azevêdo será determinar se a OMC vai voltar a ser o
principal fórum para negociações comerciais ou se cederá seu lugar para acordos
entre blocos regionais. "Se ele não fizer ações que tragam Estados Unidos,
União Europeia Japão, Coreia e outros países industrializados de volta à mesa
de negociações, sua gestão pode ser irrevelante", destaca Hufbauer em uma
gravação colocada ontem no site do Peterson Institute.
Hufbauer diz não conhecer
Azevêdo pessoalmente, mas tem amigos que o conhecem e que a impressão é que ele
é um diplomata muito qualificado, inteligente e talentoso para negociações.
"Azevêdo pode apresentar em uma negociação uma posição que é completamente
contra a sua e ainda fazer isso de forma agradável, ainda que persuasiva",
disse.Fonte: http://estadao.br.msn.com/economia/desafio-%C3%A9-levar-pa%C3%ADses-ricos-a-negociar
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