sexta-feira, 14 de junho de 2013

Bovespa sofre com forte baixa de empresas “X” e Klabin

SÃO PAULO  -  A Bovespa tem mais um pregão tenso, com suas principais ações pressionadas pelo vencimento de opções sobre o índice e de índice futuro, no fim da tarde de hoje. O clima externo também não ajuda, com as bolsas em Wall Street ampliando perdas, ainda sob o efeito das incertezas sobre uma possível redução dos estímulos à economia americana por parte do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA).
Segundo o estrategista da Icap Brasil, Gabriel Gersztein, o movimento de aversão ao risco no mercado brasileiro hoje está mais acentuado e descolado de seus pares emergentes, ao contrário de ontem, quando todos seguiram em trajetória semelhante.
Às 16h45, o Ibovespa caía 1,26%, para 49.150 pontos, com giro de R$ 7,2 bilhões. Em Wall Street, o Dow Jones perde 0,79%, o Nasdaq cai 0,95%, e o S&P 500 recua 0,77%.
Entre os papéis de maior peso no índice, Vale PNA perde 2,33%, a R$ 27,13; Petrobras cai 2,26%, a R$ 18,11; e OGX ON afunda 10,25%, para nova mínima histórica, de R$ 1,05.
Além da empresa de petróleo de Eike Batista, outras companhias “X” também estão entre as maiores baixas da bolsa. LLX ON (logística) despenca 10,14%, MMX ON (mineração) perde 5,16% e CCX ON (carvão) afunda 25,31%.
A venda de 2% do capital da OGX por Eike no mês passado repercutiu muito mal no mercado. Conforme o Valor PRO informou ontem, o empresário precisou fazer caixa para honrar com uma chamada de margem de garantia de um empréstimo com o Itaú. Agora, a desconfiança dos investidores recai sobre outras ações do grupo.
No caso de CCX há uma agravante: a oferta de fechamento de capital da companhia, que deve acontecer por meio de uma permuta por ações de outras empresas do grupo, principalmente OGX.
 A lista de maiores baixas traz, além do grupo “X”, os papéis PN da Klabin (-9,0%, a R$ 11,31). A Klabin anunciou ontem à noite um investimento de R$ 6,8 bilhões em uma nova fábrica de celulose no Paraná. Porém, as ações estão pressionadas porque a empresa também realizará oferta pública primária de R$ 1,7 bilhão em units para financiar parte do e mpreendimento. A nova fábrica também vai piorar a alavancagem da companhia. A relação dívida líquida/Ebitda subira para 3, 9 vezes com o investimento.
Apesar do pregão negativo, há papéis com ganhos expressivos: PDG Realty ON (8,21%), Gol PN (5,71%) e JBS ON (4,03%).
Operadores não viram razões específicas para alta de JBS, mas acreditam que seja uma correção após a forte baixa dos dois últimos pregões, após a companhia anunciar a compra da Seara por R$ 5,85 bilhões.
Já a alta de Gol, segundo apurou o repórter João José Oliveira está relacionada a fatores gráficos – o papel testou um forte suporte aos R$ 7,58 – e também à expectativa de reorganização operacional da companhia. Dois profissionais de mercado que estiveram ontem em almoço com a equipe de Relações com Investidores (RI) da Gol, em São Paulo, afirmaram que ficaram impressionados pela disposição sinalizada pela empresa de seguir firme na busca por corte de custos, em meio a um ambiente de maior volatilidade do dólar.
Para essas fontes, ficou a impressão que a Gol está disposta a reforçar o corte de custos por meio de um novo ajuste na redução das rotas em busca de manutenção de margens, mesmo que em detrimento de participação de mercado.
As ações da incorporadora PDG operam em alta forte hoje por conta da avaliação do mercado de que a Vinci Partners está aumentando a exposição às ações da empresa também por meio de seus sócios, informa a repórter Ana Paula Ragazzi. A iniciativa é vista pelos investidores como uma forte demonstração de confiança no negócio, que passa por uma reestruturação.
Na semana passada, a Vinci Equities Gestora de Recursos declarou que havia alcançado uma participação de 5,09% na PDG, ou 68,159 milhões de ações, após compras em bolsa. A Vinci possui outros 9% da PDG por meio de seu fundo de investimentos em participações, fatia alcançada após um aumento de capital no ano passado. Ontem a PDG divulgou que membros de seu conselho de administração compraram R$ 205 milhões ou 86,698 milhões de ações da companhia em maio.
12/06/2013 às 16h53  - Por Téo Takar
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GRUPO EBX COLOCA HOTEL À VENDA
O grupo EBX, do empresário Eike Batista, colocou à venda o Hotel Glória, no Rio. O tradicional hotel foi adquirido em 2008 por R$ 80 milhões. Em 2010, o grupo iniciou reformas no hotel, rebatizado de Glória Palace, e o integrou à REX, braço imobiliário da EBX. Oficialmente, desde o início do ano o grupo procurava um parceiro para operar o Glória. Como não fechou negócio, optou por colocar o hotel à venda, como antecipou o Valor PRO, serviço em tempo real do Valor. Procurada, a EBX informou que "está em adiantada negociação com a bandeira hoteleira que entrará como sócia e deverá realizar adaptações no projeto do Gloria Palace".
Por Paola Moura e Ana Paula Ragazzi | Do Rio
 

 
SÃO PAULO - Uma das ações mais negociadas na BM&FBovespa, a OGX Petróleo (OGXP3) acaba de bater uma marca histórica no pregão desta quinta-feira (12): pela 1ª vez, a petrolífera de Eike Batista negocia a valores abaixo de R$ 1,00. A empresa, que no seu auge chegou a ter valor de mercado de R$ 75,61 bilhões, vale, com a ação a R$ 1,00, apenas R$ 3,23 bilhões.
Os últimos dias tem sido bastante difíceis para Eike, após o comunicado de posição consolidada mostrar que o controlador vendeu R$ 121,8 milhões em ações da petrolífera na Bovespa em maio - o que seria um "péssimo sinal" para as empresas do grupo, na avaliação da Planner Corretora. "Uma venda deste montante em um momento tão delicado da empresa, com OGXP3 tão depreciada, é um péssimo sinal que pode exacerbar a baixa das ações", comenta a equipe de análise da companhia.
 Essas vendas chegaram a iniciar um rumor de que o megaempresário estaria alterando o cronograma de fechamento de capital da CCX Carvão (CCXC3) ou, na pior das hipóteses, cancelando o fechamento de capital da empresa. As ações da empresa caíram 23,44% na véspera, terminando o pregão aos R$ 2,45.
Problemas das empresa
O problema da empresa, porém, pode ser mais fundo que isso: problemas operacionais e financeiros. No mês passado, a companhia viu dois de seus poços apresentarem problemas operacionais no campo de Tubarão Azul, mostrando uma fraca produção de petróleo no período: apenas 3,8 mil barris diários. A produção de gás natural, porém, continua crescendo e colaborou para que a empresa batesse recorde no mês passado.
 Há o problema financeiro também: a companhia apresentou prejuízo de R$ 800 milhões somente nos primeiros três meses de 2013. Cada vez mais o mercado vai precificando um cenário em que a empresa passará por dificuldades financeiras para entregar o que prometeu - já que o fluxo de caixa ainda é bastante negativo. A OGX ainda tem a opção de pedir US$ 1 bilhão de seu controlador para aliviar o caixa, uma "put" firmada no ano passado.
Ainda há espaço para cair, acredita o Deutsche Bank
 Apesar de atingir a mínima histórica ao R$ 0,97, a companhia ainda pode recuar. Na semana passada, o analista Marcus Sequeira, do Deutsche Bank, diminuiu o preço-alvo para os ativos da OGX, passando de R$ 0,80 para apenas R$ 0,70, o que configura um downside de 30% frente o patamar de R$ 1,00 alcançado nessa sessão.
Sequeira destacou, em relatório, estar preocupado com o vencimento das dívidas nos próximos meses. A empresa de Eike possui uma dívida de mais de R$ 200 milhões com vencimento em janeiro de 2014. "Dada a situação da empresa, damos uma baixa probabilidade de que a dívida será rolada", aponta.
 

O PESO DA OGXP3 NA BOVESPA

SÃO PAULO - Uma das ações mais negociadas na BM&FBovespa, a OGX Petróleo (OGXP3) acaba de bater uma marca histórica no pregão desta quinta-feira (12): pela 1ª vez, a petrolífera de Eike Batista negocia a valores abaixo de R$ 1,00. A empresa, que no seu auge chegou a ter valor de mercado de R$ 75,61 bilhões, vale, com a ação a R$ 1,00, apenas R$ 3,23 bilhões.
Os últimos dias tem sido bastante difíceis para Eike, após o comunicado de posição consolidada mostrar que o controlador vendeu R$ 121,8 milhões em ações da petrolífera na Bovespa em maio - o que seria um "péssimo sinal" para as empresas do grupo, na avaliação da Planner Corretora. "Uma venda deste montante em um momento tão delicado da empresa, com OGXP3 tão depreciada, é um péssimo sinal que pode exacerbar a baixa das ações", comenta a equipe de análise da companhia.
 Essas vendas chegaram a iniciar um rumor de que o megaempresário estaria alterando o cronograma de fechamento de capital da CCX Carvão (CCXC3) ou, na pior das hipóteses, cancelando o fechamento de capital da empresa. As ações da empresa caíram 23,44% na véspera, terminando o pregão aos R$ 2,45.
Problemas das empresa
O problema da empresa, porém, pode ser mais fundo que isso: problemas operacionais e financeiros. No mês passado, a companhia viu dois de seus poços apresentarem problemas operacionais no campo de Tubarão Azul, mostrando uma fraca produção de petróleo no período: apenas 3,8 mil barris diários. A produção de gás natural, porém, continua crescendo e colaborou para que a empresa batesse recorde no mês passado.
 Há o problema financeiro também: a companhia apresentou prejuízo de R$ 800 milhões somente nos primeiros três meses de 2013. Cada vez mais o mercado vai precificando um cenário em que a empresa passará por dificuldades financeiras para entregar o que prometeu - já que o fluxo de caixa ainda é bastante negativo. A OGX ainda tem a opção de pedir US$ 1 bilhão de seu controlador para aliviar o caixa, uma "put" firmada no ano passado.
Ainda há espaço para cair, acredita o Deutsche Bank
 Apesar de atingir a mínima histórica ao R$ 0,97, a companhia ainda pode recuar. Na semana passada, o analista Marcus Sequeira, do Deutsche Bank, diminuiu o preço-alvo para os ativos da OGX, passando de R$ 0,80 para apenas R$ 0,70, o que configura um downside de 30% frente o patamar de R$ 1,00 alcançado nessa sessão.
Sequeira destacou, em relatório, estar preocupado com o vencimento das dívidas nos próximos meses. A empresa de Eike possui uma dívida de mais de R$ 200 milhões com vencimento em janeiro de 2014. "Dada a situação da empresa, damos uma baixa probabilidade de que a dívida será rolada", aponta.
 

 

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Mercado Imobiliário - 2013 é o momento para investir em imóveis

Abril registra alta na venda de novos imóveis
 
Levantamento foi feito pelo Sindicato da Habitação (Secovi)

O mês de abril registrou alta de 73,8% na venda de imóveis novos residenciais na cidade de São Paulo, no total foram comercializados 3.488 unidades no período. Segundo o Sindicato da Habitação (Secovi-SP) esse foi o melhor resultado desde 2004.

Segundo o estudo, as comercializações foram 14,7% inferior em relação a março e o resultado mais perto deste ano foi em 2010, quando atingiu 3.236 unidades.

Nos quatro primeiros meses do ano, a região Metropolitana de São Paulo registrou a venda de 16.299 imóveis, entre eles 63,5% só na Capital. Os lançamentos no período somaram 12.077 unidades, sendo 8.037 na capital paulista.

No acumulado do ano, os lançamentos somaram 8.037 imóveis contra 5.319 unidades lançadas em 2012. Em relação ao preço, as vendas atingiram R$ 6,26 bilhões, variação de 60,5% frente ao VGV atualizado de R$ 3,9 bilhões do primeiro quadrimestre de 2012, corrigido pelo INCC-DI.

 
Autor: Fabiana Maia (fabiana.noticias@spimovel.com.br)

FONTE: http://www.znimovel.com.br/noticias_abril-registra-alta-na-venda-de-novos-imoveis-zona-norte-sao-paulo_517-0-0-20-1_0.html. EM 13-06-2013
 

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"NOTÍCIAS DO MERCADO IMOBILIÁRIO"

Abril registra alta na venda de novos imóveis
 
Levantamento foi feito pelo Sindicato da Habitação (Secovi)

O mês de abril registrou alta de 73,8% na venda de imóveis novos residenciais na cidade de São Paulo, no total foram comercializados 3.488 unidades no período. Segundo o Sindicato da Habitação (Secovi-SP) esse foi o melhor resultado desde 2004.

Segundo o estudo, as comercializações foram 14,7% inferior em relação a março e o resultado mais perto deste ano foi em 2010, quando atingiu 3.236 unidades.

Nos quatro primeiros meses do ano, a região Metropolitana de São Paulo registrou a venda de 16.299 imóveis, entre eles 63,5% só na Capital. Os lançamentos no período somaram 12.077 unidades, sendo 8.037 na capital paulista.

No acumulado do ano, os lançamentos somaram 8.037 imóveis contra 5.319 unidades lançadas em 2012. Em relação ao preço, as vendas atingiram R$ 6,26 bilhões, variação de 60,5% frente ao VGV atualizado de R$ 3,9 bilhões do primeiro quadrimestre de 2012, corrigido pelo INCC-DI.

 

Autor: Fabiana Maia (fabiana.noticias@spimovel.com.br) em 11/06/2013
 
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1/06/2013 - Abril registra alta na venda de novos imóveis


























































FONTE: http://www.znimovel.com.br/noticias_mercado-imobiliario-2013-e-o-momento-para-investir-em-imoveis-zona-norte-sao-paulo_364-0-0-0-1_0.html. EM 13-06-2013
 

                 

Mercado imobiliário: Maior investidor americano mira Brasil

Empresário que mais ganhou dinheiro com imóveis nos Estados Unidos que investir no País
Em recente entrevista para a revista Exame, o empresário americano Stephen Ross, o empreendedor que mais ganhou dinheiro com esse segmento no EUA, aponta seu próximo investimento: o Brasil.

Dono da incorporadora Related, Ross fez fortuna investindo na construção de imóveis. Calcula-se que a riqueza do americano, totalmente alicerçada no setor de imóveis, esteja em torno de US$ 4,4 bilhões de dólares. Sua empresa tem mais de US$ 20 bilhões em imóveis naquele país. Além disso, é a maior proprietária de prédios para locação em Nova York, com mais de 18 mil apartamentos e 2,6 milhões de metros quadrados de escritórios e lojas.

Mas agora Ross tem olhos para outros mercados e o Brasil é a bola da vez. Para ele, é hora de se construir no País. O Brasil faz parte de sua expansão internacional, pois, desde 2011, já lançou empreendimentos na Argentina, China, Emirados Árabes, Índia e México. Para mostrar como o Brasil e o mercado industrial daqui são importantes para ele, em 2012, a Related abriu um escritório em São Paulo. E seus projetos já começam a sair do papel.

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Para a publicação, Ross afirmou que já separou US$ 600 milhões de dólares para investir no país nos próximos três anos. O primeiro empreendimento que sairá do papel está previsto para começar a ser construído ainda em junho é residencial em São Paulo, próximo à Avenida Brigadeiro Faria Lima, com unidades de 40 a 70 metros quadrados. O condomínio de alto padrão seguirá o estilo nova-iorquino: prédio repleto de serviços e próximo ao local de trabalho. Esse imóvel deve custar em torno de R$ 18 mil o metro quadrado. Um pouco abaixo do que se pratica na região, que está em torno de R$ 20 mil.

 
 

INVESTIDOR MANTENHA CAUTELA

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Investidor mantém cautela; Bovespa e dólar têm alta

Por Lucinda Pinto, José de Castro, Aline Cury Zampieri e Marcílio Souza | Valor
SÃO PAULO  -  A cautela continua pesando sobre os negócios no mercado financeiro doméstico nesta quarta-feira, embora o noticiário não traga elementos novos para tensão. O dólar até tentou ceder na abertura, mas voltou a ganhar terreno em relação ao real. Da mesma forma, os juros futuros retomaram a trajetória de alta, especialmente na parte mais longa da curva.
 
Além da dinâmica externa, pesa sobre esses mercados a expectativa de que novas medidas sejam adotadas para amenizar a pressão que se vê sobre os preços. Investidores ainda especulam com o fim do IOF sobre derivativos. E também aguardam a confirmação de que medidas fiscais serão anunciadas na próxima sexta-feira.
Do lado do câmbio, os agentes seguem colocando no preço da moeda americana a persistente incerteza com os rumos da economia brasileira, num cenário em que cada vez mais investidores apostam num fluxo de recursos ao país estruturalmente menor. Às 11h14, o dólar comercial subia 0,28%, a R$ 2,142.
Esse movimento novamente gera um descolamento do real ante seus pares emergentes e associados a commodities, que hoje registram firme alta. Com o real na direção oposta, o mercado não descarta novas intervenções do Banco Central. Ontem, em mais um dia de atuação dupla (por meio de swaps cambiais tradicionais), o BC ofertou o equivalente a US$ 2,244 bilhões ao mercado. As operações, no entanto, foram insuficientes para ditar uma baixa mais consistente do dólar.
“O mercado está igual a São Tomé: só acredita vendo”, diz um gestor, referindo-se à expectativa que fez preço nos negócios ontem de que o governo zerasse o IOF sobre derivativos cambiais, o que não se confirmou. “Venderam dólar à espera disso. A medida não veio. Agora estão comprando. Se o BC não agir rápido o dólar vai subir mais e com cada vez mais força”, acrescenta.
O IOF nos derivativos cambiais é visto pelo mercado como a próxima medida a ser retirada pelas autoridades, numa tentativa de segurar a alta da moeda americana, que no pior momento da terça-feira bateu R$ 2,167, maior nível intradia desde maio de 2009.
“A especulação em torno do IOF ainda não acabou. Vai continuar até o governo tirar. E se o fluxo (financeiro) continuar negativo como tem vindo, o governo não vai ter outra saída”, diz um operador de câmbio.
Os dados do fluxo cambial a serem divulgados hoje pelo Banco Central, aliás, podem quantificar o impacto da turbulência que marcou o câmbio na semana passada, marcada pelo rebaixamento de “estável” para “negativa” da perspectiva da nota de crédito do Brasil pela agência S&P. Na última semana de maio, as saídas de dólares superaram as entradas em US$ 76 milhões, com fluxo negativo de US$ 3,002 bilhões só na conta financeira.
A influência doméstica na dinâmica do câmbio fica clara quando se compara o movimento do dólar aqui com o registrado no exterior. Enquanto as ordens de compra prevalecem em âmbito local, o dólar tem firme queda em relação a divisas como o peso mexicano, a lira turca e o dólar australiano, que, assim como a brasileira, têm sentido o impacto da possibilidade de redução de liquidez pelo Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA).
Na Bolsa, após a queda de mais de 3%, investidores aproveitam algumas pechinchas, o que coloca o índice volta ao terreno positivo. Mas a alta é bastante moderada e está longe de confirmar uma tendência firme de recuperação. Às 11h16, o Ibovespa subia 0,20%, somando 49.868 pontos.
Casas de análise comentam que a expectativa de que o governo anuncie medidas para fortalecer o quadro fiscal do Brasil pode reduzir o pessimismo recente dos mercados. O Banco Fator cita ainda entrevista do ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao jornal Folha de S.Paulo, sinalizando disposição para fazer cortes em despesas.
O Credit Suisse (CS) diz, em nota a clientes, que ontem mesmo a mesa começou a “ver alguma luz no fim do túnel”, com compras de pechinchas nos segmentos de construção, consumo e educação, nas últimas três horas do pregão. O CS volta a comentar que, com a retirada do IOF sobre aplicações em renda fixa feitas por investidores estrangeiros, maneiras alternativas de remunerar o caixa para fundos estrangeiros se tornam menos atrativas, entre elas o “cash and carry”, arbitragem entre Ibovespa futuro e à vista. “Nossa mesa de derivativos acredita que devemos ter um dos vencimentos mais ativos dos últimos anos”, diz o banco.
Klabin é destaque de queda. Depois de passar por leilão na Bovespa, a ação despencava mais de 9%. A empresa vai construir uma fábrica de celulose de R$ 6,8 bilhões no Paraná. O desembolso próprio será de R$ 5,3 bilhões.
No exterior, a agenda esvaziada abre espaço para alguma acomodação nos principais mercados de ações, commodities, câmbio e Treasuries, embora o temor de mudanças na política monetária americana continue no ar.
No caso dos juros futuros, depois de ensaiarem um movimento de alívio, retomaram a trajetória de alta durante a manhã. O movimento nem se compara à forte disparada que se viu no pregão de ontem, mas confirma que o clima geral entre investidores é de cautela. O mercado segue sob efeito das incertezas sobre o futuro da política monetária americana, mas também na expectativa de que sejam tomadas medidas fiscais capazes de acalmar os ânimos no Brasil.
O mercado considerou uma boa notícia a de que o governo deve anunciar até sexta-feira medidas fiscais para fortalecer as contas públicas. Mas parece não querer pagar para ver. Segundo o jornalista Cristiano Romero, do Valor, o cardápio de medidas inclui o contingenciamento de despesas orçamentárias, a exemplo do que foi feito em 2011.
Um esforço fiscal neste momento seria bem-vindo, uma vez que essa é uma das origens da turbulência recente. Embora a dinâmica externa seja predominante neste momento, a visão de um governo agindo de forma mais ortodoxa pode amenizar o desconforto no Brasil. “Mas o mercado quer ter certeza de que serão medidas críveis. Sem essa convicção, os preços não cedem”, explica um operador. “Se as medidas ficarem aquém do esperado, a reação será muito negativa.”
Na BM&F, às 11h17, DI janeiro 2015 tinha taxa de 9,48% (9,41% ontem).
Em âmbito externo, os principais mercados internacionais de ações, commodities, câmbio e Treasuries encontram espaço para alguma recuperação nesta quarta-feira. O ambiente é um pouco menos tenso, embora continue no ar o temor de redução no ritmo de estímulos monetários por parte de importantes bancos centrais do mundo, que tanto assusta os investidores.
O dia também é de agenda tranquila, o que contribui para ajustes de posições. Nos Estados Unidos, os estoques semanais de petróleo e um leilão de bônus de dez anos devem mexer apenas com seus respectivos mercados. Na zona do euro, o principal destaque no front macroeconômico veio positivo – a indústria da área de moeda comum cresceu 0,4% em abril, enquanto a previsão era de estabilidade.
As preocupações com o rumo da política monetária global seguem no radar e têm causado forte volatilidade nos mercados nas últimas semanas.
Às 11h17 (de Brasília), o Dow Jones subia 0,18%, enquanto o Nasdaq ganhava 0,03% e o S&P 500 operava em alta de 0,18%. 
(Lucinda Pinto, José de Castro, Aline Cury Zampieri e Marcílio Souza | Valor)

 
© 2000 – 2012. Todos os direitos reservados ao Valor Econômico S.A. . Verifique nossos Termos de Uso em http://www.valor.com.br/termos-de-uso. Este material não pode ser publicado, reescrito, redistribuído ou transmitido por broadcast sem autorização do Valor Econômico.

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