SÃO PAULO - A Bovespa tem mais um pregão tenso, com suas
principais ações pressionadas pelo vencimento de opções sobre o índice e de
índice futuro, no fim da tarde de hoje. O clima externo também não ajuda, com
as bolsas em Wall Street ampliando perdas, ainda sob o efeito das incertezas
sobre uma possível redução dos estímulos à economia americana por parte do
Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA).
Segundo o estrategista da Icap Brasil, Gabriel Gersztein, o
movimento de aversão ao risco no mercado brasileiro hoje está mais acentuado e
descolado de seus pares emergentes, ao contrário de ontem, quando todos
seguiram em trajetória semelhante.
Às 16h45, o Ibovespa caía 1,26%, para 49.150 pontos, com
giro de R$ 7,2 bilhões. Em Wall Street, o Dow Jones perde 0,79%, o Nasdaq cai
0,95%, e o S&P 500 recua 0,77%.
Entre os papéis de maior peso no índice, Vale PNA perde
2,33%, a R$ 27,13; Petrobras cai 2,26%, a R$ 18,11; e OGX ON afunda 10,25%,
para nova mínima histórica, de R$ 1,05.
Além da empresa de petróleo de Eike Batista, outras
companhias “X” também estão entre as maiores baixas da bolsa. LLX ON (logística)
despenca 10,14%, MMX ON (mineração) perde 5,16% e CCX ON (carvão) afunda
25,31%.
A venda de 2% do capital da OGX por Eike no mês passado
repercutiu muito mal no mercado. Conforme o Valor PRO informou ontem, o
empresário precisou fazer caixa para honrar com uma chamada de margem de
garantia de um empréstimo com o Itaú. Agora, a desconfiança dos investidores
recai sobre outras ações do grupo.
No caso de CCX há uma agravante: a oferta de fechamento de
capital da companhia, que deve acontecer por meio de uma permuta por ações de
outras empresas do grupo, principalmente OGX.
Apesar do pregão negativo, há papéis com ganhos expressivos:
PDG Realty ON (8,21%), Gol PN (5,71%) e JBS ON (4,03%).
Operadores não viram razões específicas para alta de JBS,
mas acreditam que seja uma correção após a forte baixa dos dois últimos
pregões, após a companhia anunciar a compra da Seara por R$ 5,85 bilhões.
Já a alta de Gol, segundo apurou o repórter João José
Oliveira está relacionada a fatores gráficos – o papel testou um forte suporte
aos R$ 7,58 – e também à expectativa de reorganização operacional da companhia.
Dois profissionais de mercado que estiveram ontem em almoço com a equipe de
Relações com Investidores (RI) da Gol, em São Paulo, afirmaram que ficaram
impressionados pela disposição sinalizada pela empresa de seguir firme na busca
por corte de custos, em meio a um ambiente de maior volatilidade do dólar.
Para essas fontes, ficou a impressão que a Gol está disposta
a reforçar o corte de custos por meio de um novo ajuste na redução das rotas em
busca de manutenção de margens, mesmo que em detrimento de participação de
mercado.
As ações da incorporadora PDG operam em alta forte hoje por
conta da avaliação do mercado de que a Vinci Partners está aumentando a
exposição às ações da empresa também por meio de seus sócios, informa a
repórter Ana Paula Ragazzi. A iniciativa é vista pelos investidores como uma
forte demonstração de confiança no negócio, que passa por uma reestruturação.
Na semana passada, a Vinci Equities Gestora de Recursos
declarou que havia alcançado uma participação de 5,09% na PDG, ou 68,159
milhões de ações, após compras em bolsa. A Vinci possui outros 9% da PDG por
meio de seu fundo de investimentos em participações, fatia alcançada após um
aumento de capital no ano passado. Ontem a PDG divulgou que membros de seu
conselho de administração compraram R$ 205 milhões ou 86,698 milhões de ações
da companhia em maio.
12/06/2013 às 16h53 - Por Téo Takar
© 2000 – 2012. Todos os direitos reservados ao Valor
Econômico S.A. . Verifique nossos Termos de Uso em
http://www.valor.com.br/termos-de-uso. Este material não pode ser publicado,
reescrito, redistribuído ou transmitido por broadcast sem autorização do Valor
Econômico.
Leia mais em: http://www.valor.com.br/financas/3159108/bovespa-sofre-com-forte-baixa-de-empresas-x-e-klabin#ixzz2W70r9oft
GRUPO EBX COLOCA HOTEL À VENDA
O grupo EBX, do empresário Eike Batista, colocou à venda o
Hotel Glória, no Rio. O tradicional hotel foi adquirido em 2008 por R$ 80
milhões. Em 2010, o grupo iniciou reformas no hotel, rebatizado de Glória
Palace, e o integrou à REX, braço imobiliário da EBX. Oficialmente, desde o início
do ano o grupo procurava um parceiro para operar o Glória. Como não fechou
negócio, optou por colocar o hotel à venda, como antecipou o Valor PRO, serviço
em tempo real do Valor. Procurada, a EBX informou que "está em adiantada
negociação com a bandeira hoteleira que entrará como sócia e deverá realizar
adaptações no projeto do Gloria Palace".
Por Paola Moura e Ana Paula Ragazzi | Do Rio
Nenhum comentário:
Postar um comentário